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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ex-muçulmano ganha vidas para Jesus em Guiné-Bissau



Adulai Baldé é o novo obreiro da terra de Missões Mundiais na Guiné-Bissau, África. Ele auxilia o casal missionário, Pr. Edivaldo e Edileusa Félix, em Gabu. Da etnia fula, a segunda maior daquele país africano, e ex-muçulmano, ele enfrentou muitas batalhas por reconhecer Jesus Cristo como o seu único e suficiente salvador. O dia de sua libertação veio através de um sonho. Após 37 anos na prática do islamismo, convicto de que estava no caminho certo pela busca de Deus, Baldé teve um sonho. Em 1999 ele sonhou que Deus o chamava e lhe estendeu a mão para que estivesse jundo dEle.

Após aquele sonho, Baldé procurou o missionário de Missões Mundiais, na época, na Guiné-Bissau, Pr. Joed Venturini. Ele recebeu palavras de apoio e uma Bíblia. A partir daquele momento, ele passou a frequentar os cultos da Igreja Batista de Bafatá, escondido de sua família. Ele foi o primeiro fula de sua tribo, no sul do país, a se converter ao cristianismo. Baldé passou a estudar mais a Palavra de Deus e foi batizado no dia 11 de junho de 2000.

“A perseguição foi muito grande por parte dos meus familiares. Fui expulso de casa e meu sogro ameaçou tirar a minha esposa e os meus quatro filhos de mim. Fomos totalmente excluídos. Batiam na nossa filha de dois anos de idade. Em 2005, minha esposa também se converteu e as perseguições aumentaram. Mas, como nos diz a Palavra de Deus em 2Cor 10.13, tudo passou”, conta o obreiro da terra.
Em Bafatá, Baldé trabalhou como professor na Escola Batista e na emissora de rádio FM da Missão Batista. Uma de suas maiores alegrias foi a sua consagração ao ministério da Palavra, no dia 31 de dezembro de 2006. Seus parentes voltaram a se relacionar com ele, sua esposa e seus filhos. Todos têm ouvido o testemunho do amor de Deus.

Ele atendeu ao chamado da Grande Comissão, convicto da vontade de Deus para a evangelização de seu povo, e se mudou com esposa e filhos para a cidade de Gabu. “O nosso desejo é que Deus nos use a fim de alcançarmos o povo fula com o Evangelho através de estudos bíblicos, da exibição do filme Jesus nas tabancas e da alfabetização da tribo para que todos possam ler e estudar a Bíblia”, declara Baldé.

O obreiro da terra também busca espaço em emissoras de rádio rurais com o objetivo de difundir a mensagem do Evangelho na língua materna do povo fula. Assim com o sonho que o levava para junto de Deus, ele espera que todos estes também se tornem realidade. Para isso, conta com as orações e contribuição dos crentes brasileiros. “A seara é grande e tem poucos ceifeiros. Sabemos que trabalhar no meio dos fulas muçulmanos é muito difícil, mas não é impossível”, finaliza o obreiro da terra.

Informativo JMM (Junta de Missões Mundiais)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

EIS MISSÕES (POESIA)


Eis missões...
Imensa obra que nos foi delegada;
Nobre tarefa de espalhar a vida em Cristo,
Recuperar a humanidade em derrocada.

Eis missões...
O desafio de seguir por todo o mundo
E recontar a muitos a historia não contada;
Alguém feliz em Cristo, vida transformada.

Eis missões...
Que faço para salvar os que, perdidos,
Em todo o mundo agonizam e temem a morte?
Será que basta a comoção ante os gemidos?
Ou posso levar-lhes em Cristo melhor sorte?

Eis missões...
Posso perante tudo me omitir, não fazer nada?
Não! Não posso ver tantos perderem-se, enquanto cruzo os braços!
Se são poucos os que lutam, eu ofereço-me: “Eis – me aqui, Senhor,

dize o que queres, pois, e assim eu faço".

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O CLAMOR DO SANGUE - Amy Carmichael - Missionária



Os tan tans dos tambores ecoavam dentro da noite, e as trevas, infundindo medo, me estremecer. Incapaz de conciliar o sono, fiquei acordada e olhei. E eis que a visão de uma grande verdade se me afigurou da maneira como passo a descrever.


Achavame de pé num terreno onde a relva era abundante, e, bem à minha frente, se abria um abismo no espaço infinito. Embora olhasse bem para dentro, não vi um limite - o abismo não tinha fundo. Percebi então formas semelhantes a nuvens espiraladas que se moviam furiosamente, grandes covas cheias de escuridão e precipícios imensuráveis. aturdida, recuei.





Vi então multidões que caminhavam para a beira do precipício


Então vi que havia grandes multidões de homens, mulheres e crianças ao longo da grande campina relvosa. Mas todos iam na direção da beira do abismo. Entre eles havia uma mulher com uma criança segurando sua saia. Ela estava exatamente na borda do precipício. Tendo visto, percebi que era cega. De repente ao erguer o pe para dar outro passo, foi no ar que ela pisou... e rolou para dentro do abismo com a criança. Oh, o grito que deram, quando rolaram!
Vi então multidões que surgiam de todas as partes. Eram todos cegos, inteiramente cegos, e caminhavam para a beira do precipício. E quando se viam a rolar para o inexorável precipício, soltavam gemidos lancinantes e erguiam desesperadamente os braços, tentando se agarrar no próprio espaço vazio. Alguns, porém, rolavam mudos e silenciosos.
Agora, uma coisa me espantou e me fez sentir agonia: Ninguém havia entre eles para os deter nessa marcha para o abismo. Eu não podia. Algo me impedia os movimentos, e eu me sentia como que grudada no chão. Embora tentasse clamar e gritar, apenas um murmúrio inaudível saía da minha boca.
Mas, ao longo da grande cratera, percebi que havia, aqui acolá, alguns guardas. Mas as distancias que os separavam eram demasiadamente grandes, e entre eles jaziam grandes intervalos sem qualquer guarda. E exatamente nessas regiões sem guardas, é que o povo cego se precipitava. Ali, o verde da campina parecia mudar na cor vermelha do sangue e o abismo medonho se mostrava como a própria boca do inferno.
Agora, contudo, vi um quadro diferente - um quadro a surgir paz: um grupo de pessoas debaixo de árvores sombrias. Estavam sentadas de costas para o abismo, fazendo grinaldas de rosas. Quando, às vezes, o estrépito de um grito aterrador quebrava o silêncio e as alcançava,se sentiam perturbadas, mas logo se acalmavam com o pensamente de que se tratava de algo sem importância. E se alguém entre eles se levantasse com o desejo de socorrer, os demais se erguiam no caminho para dizer: "Não se preocupe, acalme os nervos. Você deve ter antes uma experiência bem clara da chamada. Você ainda não terminou suas grinaldas de rosas, e seria egoísmo você nos deixar sozinhos fazenfo o trabalho".
Havia outro grupo, ainda. Seus componentes tinham grande desejo de enviar guardas, mas eram poucos os que queriam ir, e por isso, não podiam encher deles aqueles grandes espaçõs sem guardas, na beira do grande precipício.


Ninguém havia entre eles para os deter em marcha para o abismo

Certa vez, uma moça decidiu impedir que o povo caisse no abismo, mas sua mãe e parentes a fizeram lembrar que suas férias haviam chegado, e ela não deveria quebrar os "regulamentos". E como estivesse cansada, decidiu voltar para descansar um pouco; mas ninguém foi achado para preencher sua vaga. Eu via, então, que o povo se precipitava em massa no abismo, numa verdadeira cachoeira de almas. Enquanto rolavam, vi que uma criança se agarrara a um tufo de capim que crescia à beira do abismo. Segurando firme o topete, clamava desesperadamente por socorro, mas ninguém ouvia. Então as raízes do capim cederam e, com um grito, a criança, tendo bem firme nas mãozinhas o feixe de capim, desapareceu no abismo.

E a moça, que anelava por voltar ao seu posto de guarda, revelou ter ouvido o clamor da criança, e estava decidida a ir socorrer. Mas os parentes se lhe opuseram, dizendo não haver necessidade de alguém ir la, pois haveriam de cuidar daquela região. E cantaram um hino.

Enquanto cantavam, um som se misturava com o hino: Era a voz uníssona de milhões de corações quebrantados e aflitos. O horror de uma grande escuridão veio sobre mim: conheci o que significa o clamor do sangue.

Então, uma voz trovejou: "...a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem ha de ir por nós? Disse eu: Eis me aqui, envia me a mim. Então disse ele: Vai, e dize a este povo..."

"Quando eu disser ao perverso: Certamente morrerás; e tu não o avisares, e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morerá na sua iniquidade mas o seu sangue da tua mão o requererei" (Isaías 6.8,9a e Ezequiel 3.18)